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O que significa ter a barreira cutânea danificada (e por que quase toda a gente já passou por isso)

  • 14 de fev.
  • 3 min de leitura
Close-up de rosto feminino com faixa rosa na testa. Mostra orelha com brinco e pele avermelhada e com textura. Expressão neutra. Cara vermelha e com hiperpigmentação.

A pele sensível, reativa e com borbulhas persistentes é hoje uma das queixas mais comuns no mundo da skincare. Nunca tivemos tantos produtos e rotinas, mas ao mesmo tempo, nunca houve tantas pessoas com a pele desequilibrada e com reações adversas. O uso excessivo de ácidos, retinol, esfoliação e tratamentos agressivos tornou-se uma das principais causas de inflamação crónica da pele.


O que é, afinal, a barreira cutânea?


A barreira cutânea é literalmente o escudo protetor da tua pele. É a camada mais externa que:

  • impede que a água da pele evapore;

  • bloqueia bactérias, poluição e agentes irritantes;

  • mantém a pele equilibrada e resistente.


Imagina a barreira cutânea como uma parede de tijolos. As células da pele são os tijolos e os lipídios (ceramidas, colesterol e ácidos gordos) são o “cimento” que as mantém unidas. Quando esse “cimento” se desgasta, a parede fica frágil e entra tudo na nossa pele.



Close-up de uma bochecha com acne leve. A pele está levemente avermelhada. Há um brinco dourado. Fundo desfocado em tons de mármore.

O que significa ter a barreira cutânea danificada?


Muitas pessoas que acreditam ter a “pele sensível” quando na realidade têm uma barreira cutânea comprometida. Isto significa que o problema não está na genética, mas sim em como a pele tem sido tratada ao longo do tempo.


Quando a barreira cutânea falha, a pele entra em modo de "emergência", começa a perder água, inflama mais facilmente e reage a praticamente tudo.


Os sinais mais comuns são:

  • sensação de pele a arder ou a picar;

  • vermelhidão frequente;

  • descamação;

  • borbulhas inesperadas;

  • sensação de pele repuxada, mesmo oleosa;

  • produtos que antes funcionavam e agora ardem.


Não te preocupes, isto é muito comum e eu também já estive nessa situação devido à quantidade gigante de produtos que existem no mercado e à vontade de querer experimentar tudo sem saber conjugar os produtos da melhor maneira. Se já mudaste de rotina várias vezes e nada parece funcionar, então este artigo é para ti.


Afinal o quê que destrói a barreira cutânea?


As causas mais comuns incluem:

  • uso excesivo de ácidos esfoliantes;

  • retinol em demasia;

  • limpeza agressiva ou demasiado frequente;

  • produtos com álcool e fragrância;

  • skincare inspirado em TikToks sem critério (guilty);

  • água muito quente, etc.


Ou seja: tentar “corrigir” a pele demais acaba por fragilizá-la e uma barreira fragilizada deixa entrar bactérias e inflamação, o que pode piorar o acne, aumentar a vermelhidão, provocar hiperpigmentação, atrasar a cicatrização, etc. Isto cria um ciclo vicioso, quanto mais tratas agressivamente, pior fica.


Dicas da minha experiência pessoal:

Se tens a pele sensível, não faças double cleansing todos os dias, no máximo só 1 vez por dia, especialmente se um deles for um cleanser em espuma, muitos deles são agressivos, recomendo cleansers em óleo e em balsamo.

Não exageres nas máscaras faciais, no início da minha jornada no mundo da skincare queria experimentar todas as máscaras possíveis e imaginárias, em vez de ficar com uma pele maravilhosa acabei por danificar a minha barreira cutânea.

Se queres usar retinol, começa com um retinol de baixa percentagem e só de 2 em 2 dias, se tens a pele mesmo muito sensível, começa com o retinal em vez do retinol, o retinal é uma versão que, apesar de ser mais forte, é mais gentil com a pele.



Close-up de uma pessoa com bochecha avermelhada e pele suave. O fundo é escuro. Ela usa um brinco dourado discreto. Cara vermelha e com hiperpigmentação

Como reparar a barreira cutânea?


A boa notícia? A pele sabe reparar-se se lhe deres as condições necessárias para tal.

Durante a recuperação, o foco deve ser:

  • hidratação

  • proteção

  • simplicidade


Alguns ingredientes chave são as ceramidas, pantenol, glicerina, centella asiatica, beta-glucan e niacinamida em baixa percentagem, basicamente produtos que sejam calmantes.

E o mais importante é parar com ácidos, retinol e exfoliação, manter uma rotina simples e calmante.


Quanto tempo demora a recuperar?


Dependendo do grau de dano, a barreira cutânea pode demorar entre 2 e 8 semanas a recuperar se estiver a ser bem tratada, é um processo que pode ser demorado e bastante chato, mas é mesmo necessário dar esse descanso à nossa pele.

Durante esse tempo, a pele pode parecer “aborrecida” ou menos brilhante, mas é exatamente isso que ela precisa, de estabilidade e calma.



Em suma, ter a barreira cutânea danificada não significa que a tua pele é problemática.Significa que ela foi sobretratada.

Num mundo de skincare cheia de ativos e promessas rápidas, às vezes o verdadeiro segredo para uma pele bonita é aprender quando parar.


Eu aprendi com o tempo o que funciona e o que não funciona para a minha pele e quais os ingredientes que se pode conjugar e os que não se pode, eu também sou vítima dos produtos virais do tiktok e quero sempre experimentar tudo, e faço-o, no entanto já há anos que não tenho a minha barreira cutânea danificada pois tenho o cuidado de ir ver os ingredientes e conjugar aquele produto com outros calmantes que equilibrem as minhas novas adições de skincare, é chato procurar ingredientes e reviews honestas? É, mas é bem pior danificar a nossa pele.


Porque uma pele forte não precisa de milagres, precisa de equilíbrio.


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